| |
| |
| História |
|
No princípio a idéia de Joseli e João Alberto,
era de criar um bar. Mas, nestes 26 anos de existência,
o RESTAURANTE CAMPONESA DO MINHO funcionou apenas como um restaurante,
hoje é considerado um dos mais tradicionais restaurantes
de comida portuguesa de Curitiba. Hoje atendemos o almoço
durante a semana e, recentemente com DELIVERY. Por que o nome
CAMPONESA DO MINHO? Porque MINHO é a região norte
de Portugal, de onde veio o pai do proprietário.
Todos os pratos são maravilhosos, o bolinho de bacalhau
e os doces caseiros são nectar dos Deuses. Se você
gosta de bacalhau, não pode deixar de conhecer este restaurante
em Curitiba, com atendimento impecável, trata-se de um
dos melhores restaurantes portugueses.
|
| |
|
|
| |
|
|
| Em Busca da
Terra do Bacalhau |
|
Dizem que um
pescador medieval pescou um bacalhau de quase um metro de comprimento,
o que era suficientemente comum para a época. O fato
de o bacalhau falar também não era tão
surpreendente, o que impressionava mesmo era o fato de que ele
falava em uma lingua desconhecida. Ele falava basco".
Essa lenda basca mostra não apenas o orgulho que os bascos
tem de sua língua órfã, indecifrável
para o resto do mundo, mas também sua ligação
com o bacalhau do Atlântico, o Gadus morhua, um peixe
que jamais foi encontrado em águas bascas ou mesmo espanholas.
Os bascos não foram os primeiros a curarem o bacalhau.
Séculos antes, os vikings já haviam viajado da
Noruega para a Islândia, para a Groelândia e para
o Canadá, e não é mera coincidência
o fato dessa ser exatamente a área onde o bacalhau do
Atlântico é encontrado. O que eles comeram nas
cinco expedições para a América feitas
entre 985 e 1011 que estão registradas nas sagas islandesas
? Eles foram capazes de viajar até essas costas distantes
e estéreis porque aprenderam como conservar o bacalhau
deixando-o secar ao vento frio até que perdesse quatro
quintos de seu peso e se transformasse em uma durável
placa que parecia feita de madeira. Eles podiam cortar em pedaços
e mascá-los, como se fossem biscoitos.
Os bascos, diferentemente dos vikings, já conheciam o
sal; e como o peixe que era salgado antes de ser seco durava
mais, puderam ir ainda mais longe. Eles contavem com uma outra
vantagem : quanto mais durável um produto, mais fácil
sua comercialização. Por volta do ano 1000, os
bascos haviam expandido enormemente o mercado do bacalhau, que
tornou-se um negócio verdadeiramente internacional e
chegou a lugares muito distantes de seu hábitat setentrional.
|
| |
|
|
| |
|
|
| Semana Santa |
|
O catolicismo
deu aos bascos a sua grande oportunidade. A igreja medieval
impunha dias de jejum nos quais era proibido manter relações
sexuais e comer peixe, mas as comidas "frias" eram
permitidas. Como o peixe vinha da água, passou a ser
considerado frio, assim como as aves aquáticas e a baleia,
mas a carne era classificada como comida quente. Os bascos já
vendiam carne de baleia aos católicos nos "dias
de jejum", que incluíam todas as sextas-feiras,
já que Cristo fora crucificado em uma sexta-feira, nos
quarenta dias da quaresma, e em vários outros dias assinalados
no calendário religioso cristão.
|
| |
|
|
| |
|
|
| Origem do
nome |
|
A palavra francesa
para bacalhau é : morue, que deu o segundo nome ao bacalhau
do Atlântico : Gadus morue. Em francês moderno,
a palavra que designa o bacalhau fresco é : cabillaud,
que vem da palavra holandesa : kabeljauw. Os franceses adotaram
uma palavra estrangeira para o peixe fresco, que não
os interessa muito, mas reservaram uma palavra francesa, morue,
para o tipo salgado, que adoravam. A palavra morue é
mais antiga que a palavra cabillaud. No Québec, onde
a língua francesa mudou muito pouco desde o século
XVIII, a palavra cabillaud é desconhecida. Os habitantes
de Québec chamam tanto o bacalhau fresco quanto o salgado
de : morue.
Para espanhóis, italianos e portugueses, o bacalhau fresco
nem sequer existe, e não há uma palavra específica
para designá-lo. Em português, a palavra é
bacalhau, e em italizano é baccalà. Ambas as palavras
podem ter sua origem no termo espanhol : bacalao. Como é
típico na península Ibérica, tanto os bascos
quanto os catalães afirmam que a palavra vem de suas
linguas, e o resto da Espanha discorda. Os catalães têm
um mito segundo o qual o bacalhau era o orgulhoso rei dos peixes,
e sempre falava com arrogância, o que era uma ofensa a
Deus. "Va callar!" (Cale a boca!), disse Deus ao bacalhau,
em catalão.
|
| |
|
|
| |
|
|
| Famílias |
|
Existem mais
de 10 famílias de bacalhau, e mais de duzentas espécies.
Quase todas elas vivem em águas salgadas e geladas no
hemisfério norte. Supõe-se que o bacalhau evoluiu
para suas formas atuais há cerca de 120 milhões
de anos, no mar de Tétis, um mar tropical que corria
ao redor da Terra de leste para oeste e conectava todos os outros
oceanos. O Tétis acabou por fundir-se com um mar do norte,
e o bacalhau tornou-se um peixe do Atlântico Norte. Mais
tarde, quando a ligação terrestre entre a Ásia
e a America do Norte se rompeu, o bacalhau chegou até
o Pacífico Norte. Nos peixes gadídeos, a evolução
é observada pelas barbatanas. O cusk tem uma única
barbatana quase contígua em volta do corpo e uma cauda
que mal se pode distinguir. O ling tem uma cauda bem visível
e uma segunda barbatana dorsal bem pequena. No badejo, a barbatana
dorsal dianteira é ainda mais fácil de se distinguir.
O merlúcio tem três barbatanas dorsais, e o lado
ventral possui duas barbatanas distintas. Nos gadídeos
mais desenvolvidos – o bacalhau, o hadoque e a pescada-polacha
– essas três barbatanas dorsais e as duas ventrais
são grandes e bem separadas.
Apesar de ter se originado em águas quentes, existe hoje
apenas uma espécie de bacalhau tropical : o pequeno bregmaceros,
que não tem valor comercial e cujos hábitos são
quase desconhecidos. Existe também uma espécie
do Atlântico Sul e até mesmo um bacalhau de água
doce, o barboto, cuja carne branca, embora não tenha
a mesma qualidade da do bacalhau do Atlântico, é
apreciada pelos pescadores que trabalham em água doce
do Alasca, nos Grandes Lagos, na Nova Inglaterra e na Escandinávia.
Para os pescadores proifissioais, sempre houve cinco tipos de
gadídeos : o bacalhau do Atlântico, o hadoque,
a pescada-polacha, o merlúcio e o badejo. Um sexto gadídeo
vem aparecendo cada vez mais nessa lista, o bacalhau do Pacífico,
ou Gadus macrocephalus, uma versão menor do bacalhau
do Atlântico cuja carne é considerada de qualidade
ligeiramente inferior.
|
|
| |
| |
| |
| |
 |
| |
| |
| |
|